O Fórum Econômico Mundial, em parceria com a Fundação Dom Cabral, lançou, na última semana, o Relatório Global de Competitividade, que aponta os cinco países que lideram o ranking global de competitividade são: Suíça, Estados Unidos, Singapura, Holanda e Alemanha. O Brasil figura em octogésimo (80º) lugar no ranking dos 137 países analisados; há cincos anos, todavia, o País estava em 48º lugar na mesma lista. Outros países da América Latina estão melhores na fita: Chile, em 33ª posição; Colômbia, em 66º lugar; Peru, em 72ª; e Uruguai, em 76º lugar.

>> O relatório na íntegra aqui

Dos 12 itens que foram pesquisados, o Brasil melhorou em 10. Avançou principalmente em inovação e em instituições. Porém, caiu em tamanho de mercado e em infraestrutura. De norte a Sul do Brasil, milhares de empreendimentos iniciados com o dinheiro público estão parados, sem perspectiva de retomada. Segundo a Frente Parlamentar Mista de Infraestrutura, Engenharia e Desenvolvimento são cerca de cinco mil obras paralisadas em todo o território nacional, num total de investimentos de R$ 15 bilhões. Os projetos estão espalhados por vários setores incluem restauração e pavimentação de rodovias, expansão de ferrovias, escolas, construção de prédios públicos e saneamento básico. Esses dados foram feitos a partir de informações dos tribunais de contas dos Estados (TCEs), programas online de acompanhamento de obras e levantamento dos Ministérios de Cidades, Integração Nacional e Transportes.

O coordenador do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da Fundação Dom Cabral, Carlos Arruda, discorre mais sobre o relatório do Fórum Econômico Mundial: "Ele é baseado de uma maneira bem diferente. Ele não é só baseado em dados estatísticos, nem só em opinião de pessoas. Ele é uma combinação das duas coisas. Então, por exemplo, no item infraestrutura o Brasil piorou. Como nós não tivemos grandes investimentos, o dado estatístico é negativo. Em tamanho de mercado, evidentemente pela recessão. Como o Brasil exportou menos e a economia não cresceu no período de recessão, o mercado diminui."

* Com indicação de pauta da Agência Rádio Mais