O País elegeu o seu presidente por meio da internet, que modificou profundamente a prática de poder em várias dimensões institucionais e sociais. Até agora, no entanto, inexiste um programa de governo e há uma forte expectativa de sucesso. Já foram feitas muitas indicações de ocupantes de ministérios, na sua maioria com credenciais que atribuem confiança ao futuro governo. Mas esse êxito desejável vai depender do contrapeso da sociedade. É preciso propor.

terminal de contentores cais transporte 1205 1194Foto: Freepik.

Muito bem aceita a indicação de Tarcísio Gomes de Freitas para o Ministério de Infraestrutura (ou Transportes) por suas credenciais. Porém, ainda não se sabe quais são as suas missão e visão para agilizar as logísticas por onde serão distribuídas as produções brasileiras. Decerto que dificilmente se consiga atingir metas pujantes sem galvanizar a sociedade organizada para melhorar a vergonhosa 17ª posição que o Brasil ocupa entre 18 países no fator infraestrutura, superando a Colômbia, segundo o relatório Competitividade Brasil 2017-2018. Esse debate está aberto.

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A partir dos portos é possível se ter uma visão suficiente de uma rede eficaz de transporte que interligue os diferentes modais, por custos competitivos. Pois deles partem inúmeras ligações secundárias com vias de distribuição e comunicação. Apesar da expressão territorial e econômica do Brasil no cenário mundial, sua posição nos componentes de infraestrutura não causa inveja, entre 137 países: ferrovias 88º, aeroportos 95º, rodovias 103º e portos 106º, conforme relatório do Fórum Econômico Mundial (2017).

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Descentralizar as administrações dos portos de Brasília será um gesto de nova abertura. Assim, vai promover gestões mais próximas dos desafios, mais alinhadas com a solução e com seus objetivos voltados aos amplos interesses da comunidade portuária, como estratégia para fomentar o desenvolvimento nacional. Ou seja, entender os portos como entidades econômicas que respondem continuamente às mudanças externas e internas, bem como têm relações dinâmicas com suas regiões.

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Indubitavelmente, o que está em jogo é a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional. Portanto, urge reverter a tão pronunciada expressão: "o problema é da porteira da fazenda ou da porta da fábrica até os portos". O ministro Freitas herda uma pasta de histórico melancólico, por atender, até agora, aos interesses do Partido Republicano (PR) do ex-presidiário e apenado Valdemar Costa Neto. Entretanto, há muito a ser feito e muitas possibilidades de celebração. O jogo só está no começo.

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