Como era esperado, a CES (Cosumer Eletronics Show) 2020, em Las Vegas, EUA, foi invadida pela inteligência artificial, em especial os robôs. Nesse cenário que projeta o futuro das decisões a partir da máquina inteligente, a Samsung, com o seu chatbot Neon, tomou uma linha diferente e focou a prática dessa tecnologia, aqui e agora. Segundo o CEO da Neon, Pranav Mistry, "os neons são mais como nós, um ser independente, ainda que virtual, que pode mostrar emoções e aprender com as experiências".

NeonCES 2020: os novos humanos artificiais "Neon" da Samsung.

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Como entender isso, com uma máquina programada para dar respostas lógicas? Essa resposta começa por afirmar que eles [os neons] irão substituir ou aprimorar a tecnologia usada na geração atual de gadget. Ou seja, eles não foram desenvolvidos para responder perguntas para resolver situações que se enfrenta no dia a dia. Tipo previsão de tempo, controlar a agenda de compromissos e coisas do tipo, resolvíveis por um aplicativo.

Artigo | Claudio Sassaki 
O futuro da inteligência artificial e a educação

Trata-se de um projeto de um robô que se modela com o ser humano. Pode-se antever uma nova geração de IA. Ainda que se diga que eles são desenvolvidos para parecerem humanos, sem se igualarem. Dá para imaginar a situação de alguém viajar de trem ao lado de um neon, sem se dar conta de ter tido momentos de conversas agradáveis com um robô. Além do comportamento humano explícito, eles podem aprender e lembrar. Daí serem úteis no aconselhamento, e com sabedoria.

Editorial | Portogente
Filosofia para os robôs

Ao mesmo tempo em que facilita a vida, também ameaça postos de trabalho. Você vai poder dispensar o seu professor de língua e frequentar aulas mais em conta com o neon. E por que não, fazer uma consulta médica ou, talvez pareça incrível, assistir a um programa de TV apresentado pelo neon? Difícil é encontrar o limite dessas vidas relacionadas, entre as inteligências humana e artificial. Até agora, a fronteira é definida pela criatividade.

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É possível Inteligência Artificial artista?

Ao se pensar o neon como um produto de aluguel, questiona-se a privacidade das informações, por exemplo, de um robô que prestou serviços e teve acesso a dados estratégicos do negócio. Diante de um quadro de tantas possibilidades, não se pode descartar o enredo do filme Her, em que Joaquim Phoenix se apaixona por seu computador, representado por Scarlett Johansson.

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*O Dia a Dia é o editorial do Portogente publicado de segunda a sábado e expressa fielmente a posição coletiva dos responsáveis pela redação do website